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Tua impiedade

Estou digerindo a decepção da minha taça
Não existe nada mais que eu faça
para cicatrizar a ferida,
Fui marcada como gado,
e levarei a marca pelo resto da minha vida!

Fui chamada de mulher amargurada,
poetisa mal amada,
farsante,
falso brilhante,
mulher que mente,
não presta e
criança doente.
O que mais me resta?

Estou envergonhada.
Vergonha do mundo,
perante o qual me desnudei,
tornando público o meu querer.
Vergonha de mim,
porque te amei tanto assim.
ao ponto de me perder.

Fico com a minha vergonha,
Também com a coragem de quem amou,
Aos quatro ventos o amor gritou.
Valeu o risco, trouxe vida para minha vida
mesmo agora, em que tu alargas a minha ferida.

Eu irei embora, na hora certa
Com a dignidade de quem foi verdadeira
Quis ser acima de tudo companheira,
mas não tive tal sorte.
Sobreviverei, sou forte!
Mel L Frankust
Enviado por Mel L Frankust em 21/09/2007
Reeditado em 22/09/2007
Código do texto: T662429

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Sobre a autora
Mel L Frankust
Goiânia - Goiás - Brasil
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Mel L Frankust