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TUA CRUELDADE

Na minha alma reside um pedaço de cada ventania inesperada
Pra cada hora passada envelheço ainda mais devagar
Quem sabe sou o último dos que acreditam na vida
Talvez sou o primeiro da lista dos que morrem cedo...

Na minha calma descanso as ordas criminosas da intolerância
Pra cada erro cometido desaprendo um pouco mais
Quem sabe sou ainda a criança que nasce a cada dia
Talvez serei a crença da minha própria ilusão...

Nos meus defeitos pousam os pássaros da inocência
A minha malícia é tão casta quanto o canto da chuva
Sou a luva que não cabe nem na minha própria mão
Desesperado por encontrar a solução
Cansado de errar mesmo tendo razão...

Nos meus olhos desfilam lágrimas bobas e solitárias
Pois cada um de nós tem seu jeito próprio de amar

Posso trancar-me no quarto o tempo que precisar
E ignorar todo o mundo que estiver ao meu redor
Mas não posso negar nem descartar teus beijos
Porém tenho todo o direito de contestar tua crueldade -
Mesmo que ela seja incontestável...
André Gusmão
Enviado por André Gusmão em 03/10/2007
Reeditado em 03/10/2007
Código do texto: T678218

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Sobre o autor
André Gusmão
Portugal, 45 anos
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André Gusmão