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Hoje eu vi o amor

Hoje eu vi o amor,
ele chegou quando eu menos esperava,
sorriu de uma maneira peculiar onde eu pude sentir que era ele mesmo
o próprio sentimento tão esperado,
saímos para ver as paisagens,
luzes que cobriam o céu,
nuvens que formavam figuras magníficas do tamanho de nossos sonhos
senti a brisa levemente me tocar a face.
Senti que o sol não era mais sol
e a lua era um pedaço de queijo onde eu podia me deitar
acordei com lágrimas nos olhos,
eu vi o amor de perto
toquei-lhe a fronte e percebi que ele tremia ao me ver,
senti que suas  mãos geladas entrelaçadas as minhas eram macias como a seda.
Fechei os olhos novamente
e estávamos observando o pôr-do-sol no fim do mundo,
lá tudo é belo,
o sol se põe e as estrelas já assumem o lugar do majestoso,
enquanto esse repousa, elas brilham intensamente, colorindo o céu,
com brilhos, piscando e acenando como os olhos seus,
minha visão era mais bela
não enxergava além de estrelas, céu, e o tempo,
enxergava além do céu, das estrelas e do tempo
porque o sonho manifesto é quadro pintando a dedo,
é um poema escrito com a pena do pensamento,
para sempre eternizado em palavras que decolam para os céus
e lá assume a forma de estrela,
que brilha e acena sonhos,
e de vez em quando atinge com seu brilho o interior apaixonado do poeta,
ele vê as gotas derramadas e chora,
celebra a oportunidade ofertada,
canta e dança o momento de êxtase supremo.
Hoje eu vi o amor,
ele vem me buscar todas as manhãs,
e sentamos à beira-mar
e tomamos café ao som dos pássaros
e sentimos a brisa afoga nossas narinas com o tempero do mar.
Hoje eu vi a  imagem mais bela,
um sorriso de criança
um brilho inocente que emana dos olhos,
uma esperança que foge e corre para meus braços,
hoje vi meu sonho,
hoje vi amor criança,
vestia de maneira despreocupada,
acrescentava sempre no olhar menino um pouco de moleque peralta
crescendo ao poucos,
caindo e levantando-se e caindo novamente
fortalecendo-se nas perdas
aprendendo nos erros,
amadurecendo que para quando homem
tornar-se criança novamente ao encontrar seu verdadeiro amor.
Francis Poeta
Enviado por Francis Poeta em 03/10/2007
Reeditado em 27/11/2009
Código do texto: T679470
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Francis Poeta
São Paulo - São Paulo - Brasil, 34 anos
49 textos (5919 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 20/10/17 03:45)
Francis Poeta