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ARDENTE E POR INTEIRO

Deitou todo o seu peso no meu peito,
sentiu o cheiro da pele aninhada
e virou o rosto para o lado de fora.
Fora de controle, de paixões e de emoções.
Nem sequer desvelou um aceno,
que pudesse desandar em ato obsceno.

Seria como um desejo frio,
não fossem os seus cílios,
de um negro nervoso e longo,
roçando na pele de meu ombro.
Ou seria a brisa da madrugada
tocando sobre pêlos sentinelas?
E a sua respiração de irregular a ofegante,
como um vento profetizador,
a usar sua venta elegante.

Aliviou a tensão das minhas costelas,
acertando o corpo esvaecido
e teria adormecido,
não fosse o beijo
que tocou um ponto qualquer
DO MEU SONHO.

Mas prefiro sempre a sua presença
a este silêncio morto,
marcado pelo rastro do seu cheiro...
jocase
Enviado por jocase em 07/10/2007
Reeditado em 07/10/2007
Código do texto: T684468
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Sobre o autor
jocase
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 58 anos
23 textos (2420 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 21/08/17 01:54)