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Canto

Minha fantasia num barco eu botei
E sobre água do mar o barco eu pus;
- Depois, com as mãos abri a água,
Até hoje minha fantasia o mar conduz

Molhadas minhas mãos ainda se encontram
Das brilhantes ondas semicerradas,
E a branquidão que fluir de meus dedos
Entranha-se nas areias avermelhadas.

Distante vem vindo à brisa,
Recurva-se a noite fria;
Extinguindo-se no barco vai,
Sob a água, minha fantasia.

Se for preciso meu pranto derramarei,
Para aumentar o volume do mar,
O meu barco alcance as profundezas
Para a minha fantasia não mais voltar.

Exato, depois tudo vai estar;
Margem polida, águas distribuídas,
E como seixos meus olhos infecundos
Minhas duas mãos partidas
Ofertando-te este amor vagabundo.
R J Cardoso
Enviado por R J Cardoso em 07/10/2007
Reeditado em 07/10/2007
Código do texto: T684782
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
R J Cardoso
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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R J Cardoso

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