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o açoite

parece que estou esquecido
de que você já não me ama
porém, quando acordo de noite
você me desfere o açoite
porque não a vejo na cama

me sinto então possuído
por uma tristeza insana
me agito, me agrido e não durmo
como um vaga-lume noturno
eu brilho mas não tenho chama

minha vida perdeu o sentido
e a consciência reclama
padece no escuro e sozinha
parece uma erva daninha
que não é perigo pra grama

prossigo mais que destruído
curtindo uma dor soberana
sozinho pela madrugada
sonhando com os beijos da amada
que são a saudade que engana


Rio, 10/10/2007
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 12/10/2007
Reeditado em 12/10/2007
Código do texto: T690785

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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