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Os alquimistas afundam

Eu fecho os olhos e vejo
o mundo afundar.
Tanta gente está sofrendo
apodrecendo em seu lar.
Eu vejo as barbáries do homem
em seu próprio habitat.
Ele só vai sentir saudades
quando tudo afundar.
É o veneno da verdade
que se opõe à realidade,
do inferno em questão.
É a riqueza do alquimista
que em seu sonho idealista,
quis ver ouro em suas mãos.
E choram os ratos podres e sujos
que vivem no esgoto à margem do poder.

Agora eu abro os olhos
e observo em silêncio
uma flor e seus espinhos
que acabam de brotar,
é a esperança do homem
que não cansava de lutar.
O rei perdeu sua coroa até cansou de procurar
e vamos ser o que podemos,
fazer tudo que quisermos,
enquanto ele não achar.
Nós somos todos iguais procuramos a paz,
choramos sempre a mesma dor,
mas o homem não se satisfaz
ele sempre quer mais,
já não adianta,
o ouro perdeu o seu valor.
Breno Madi
Enviado por Breno Madi em 14/10/2007
Reeditado em 12/05/2014
Código do texto: T693922
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Breno Madi
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 27 anos
48 textos (1832 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/10/17 18:25)
Breno Madi