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Renascimento

Cansado da dura peleja,
Que perdera para a vida;
Na alma, a dor que dardeja
Ferindo, inda mais, a ferida;
O olhar triste lacrimeja
Mirando a estrada percorrida;
A alegria já não viceja,
Inexoravelmente exaurida.

Rendo-me, inerte, a meus algozes
E, dando-me por derrotado,
Sublimando dores atrozes.
O coração do peito arrancado.
A inimigos, os mais ferozes,
Entrego meu corpo lanhado.
Já não há mais metamorfoses
Que me tornem um ser alado.

Parado numa encruzilhada.
Direita? Esquerda? Compensa?
A dúvida está instalada.
Por que a escolha é tão tensa?
Em frente será a caminhada!
Certo, a estrada é imensa.
Mas nada é, se comparada
À batalha, tão intensa.

Descubro, há alguém ao meu lado.
Alguém me pença as feridas.
Não sonho, estou acordado!
Dores vão sendo transfundidas.
Eu, que nada havia buscado,
Nesta ou em quaisquer outras vidas,
Descubro, agora, encantado:
O amor renasce até nas partidas.
Júlio Marques
Enviado por Júlio Marques em 15/10/2007
Reeditado em 13/11/2012
Código do texto: T694544
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Júlio Marques
Juiz de Fora - Minas Gerais - Brasil, 63 anos
88 textos (10998 leituras)
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Júlio Marques