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Aquele Que Não Viu...


Aquele outro não viu
era cego, mas também não sentiu...
O amor que explodia em mim
transcendia os limites do corpo,
os portais da divindade dos amantes
e me fazia inteira, uma fonte vazante.
Mas, aquele outro não viu,
insensível, também não sentiu...
a vastidão em que se espalhava o desejo
a sofreguidão em busca dos beijos,
coitado, não ardeu em minhas vontades
e não entendeu quando eu quis liberdade...
para amar.
Talvez homem não fosse,
o suficiente para compreender
que o necessário para uma mulher
não é qualquer um que pode entender.
Ah, e hoje me vejo vasta e ampla,
como um campo fértil nunca cultivado
que arde com o sol do meio dia
e que na luz da lua palpita
num desejo avizinhante
numa fome de amor que o outro não viu...
nem, coitado, sentiu.
Esteve cego para o amor
enquanto o amor me cegava...



TRANSPARêNCIA
Enviado por TRANSPARêNCIA em 17/10/2007
Reeditado em 12/11/2009
Código do texto: T698127

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Sobre a autora
TRANSPARêNCIA
Campinas - São Paulo - Brasil
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