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Encanto versus Desencanto


Alma que um dia fez-se encanto
Inebriou-se de acalanto
Suspirou ares aprazíveis
Frescor de perfume natural
Exalando no fundo d'alma
Refrigério singular, esplêndido
Abriu-se o peito e fez vibrar
Pura e suave melodia
Melodia que pulsa forte o coração
Suspensa no ar, levada ao vento
Pousa, encontra solo fértil
Germina aos quatro cantos
Faz-se encanto...

Dias sombrios se apossou d'alma
Sem piedade, qual erva daninha
Consumindo o néctar da vida
Encanto se desfez
Padece agora na escuridão
Figuras distorcidas a vagar
Corpo incapaz de protestar
Membros retraídos ao léu
Espada afiada cravada no peito
Aparta como cordão umbilical
Sangue a jorrar descomunal
Desce da face como lágrimas
Caminhos árduos a seguir...





Elian Maria Bantim Sousa
Enviado por Elian Maria Bantim Sousa em 19/10/2007
Reeditado em 19/10/2007
Código do texto: T700609

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Sobre a autora
Elian Maria Bantim Sousa
Coelho Neto - Maranhão - Brasil
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Elian Maria Bantim Sousa