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MEU REI

Eu o ouvi e, pedi que também me escutasse.
Que eu queria ser tua e, que se não pudesse,
Então, que nem ligasse para os meus sentimentos.
Encontrei um trevo em minha estrada
E, quis recuar, mas, dissestes que serias uma vela a me iluminar
E, nunca a chama pra me queimar.
Usei o privilégio das palavras, pra tentar te alcançar,
Marcando cada minuto e, cada sensação.
Durante as horas em que estava a te esperar
Muito sofri e temi outra decepção
Pois tudo o que eu pensava era em te amar, só te amar...
Por ti, quis me portar tal espartana.
Tentei ainda plantar um jardim
Com camélias e jasmins
Corri a dar nó em paralelo
Porque percebi que sou a fera e, tu és o belo.
Quis ser pra ti, maior que o planeta
E, temi tornar-me um simples cometa.
Rumo ao teu coração, tracei uma linha reta
E, risquei nela minha principal meta
Tentei te dar meu carinho
Implorando que não me dissesse adeus
Transformei-te no meu semideus
Sonhei no inverno aquecer-te em meus beijos
Debaixo de um cobertor
Na chuva fina, senti a saudade de ti a me corroer a alma
Meu coração sempre chorando
Por todo o canto te buscando
Cada hora cada dia, em constante agonia...
Querendo estar contigo, tudo eu faria.
Perdi até o filme triste porque tu beijavas a estrela
Temi ser apenas uma pedra sem brilho e cor
E, nunca merecer o teu amor.
Mesmo assim, toda assanhada,
Roubei-te beijos na madrugada.
Por ser minha adorável paixão
Tornaste-te minha poesia
E, meu encanto de qualquer dia...
Em volição, busquei todos teus abraços
E, implorei teu beijo.
Cantei o quanto te quero em absurdo
E, confessei que te quero pra mim.
Sonhando consagrei a ti meu corpo
E, te fiz meu homem a segurar minha mão
Pra fazer-me tua mulher
Joguei fora meu juízo
E, fiz de teu corpo meu paraíso.
Contigo planei céus,
Corri pelos campos
E, flutuei nas ondas do mar.
Por ti, busquei forças na fé,
Fiz a noite virar dia,
Deixei a tarde chorar,
Com a noite dancei...
E, mandei a madrugada esperar.
Gritei ao mundo o meu amor!
Morri de ciúmes da Lua,
E, me tornei cinzas pra te encontrar.
Agora, tal como fênix, das cinzas ressurgirei.
E, se tu não me mandares parar,
Irei ao teu encontro, meu rei.
Tânia Regina Voigt
Enviado por Tânia Regina Voigt em 20/10/2007
Reeditado em 13/04/2009
Código do texto: T701909

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Sobre a autora
Tânia Regina Voigt
Pelotas - Rio Grande do Sul - Brasil
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(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/10/17 17:07)
Tânia Regina Voigt