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GRATIDÃO QUASE DE PRECE

Hoje, as árvores devem estar felizes decerto,
Pois a chuva que cai, molha os seus galhos,
A umidade e a frescura desses pingos,
Conservam as características dos orvalhos.

Há algum tempo que não se via cena igual,
De brandura, de pureza e de muita emanação,
A maravilhar as pupilas, um tanto exaustas,
De contemplarem somente o forte sol de verão.

Que felicidade, se essa maravilha branda
Se perpetuasse diante dos olhos, tão magistral,
Que traz consigo a fertilidade e a inspiração
Ao solo estéril e ao infértil poeta sem final.

Não apenas as árvores, o solo também
Regozija-se e se rejuvenesce ao contato
Do brando e contínuo cair da chuva,
Que tem receptividade no verde do mato.

Mas, pouco depois, escasseando, infelizmente,
A misteriosa dádiva do ar se retira,
Sem permissão prévia, ou consultar alguém,
Deixando em seu lugar o que o olfato aspira.

1.981
JOSE LINS
Enviado por JOSE LINS em 22/10/2007
Código do texto: T705441
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
JOSE LINS
Lins - São Paulo - Brasil, 62 anos
499 textos (31850 leituras)
26 áudios (1988 audições)
4 e-livros (116 leituras)
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