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as conchinhas do mar

impregna-me do teu rochedo
tenho um medo que me pelo
eu me gelo
com o teu olhar azul

impregna-me da tua baba
minha voz, ela se cala
com o teu sorriso
amarelo

impregna-me a tua ausência
perco até a consciência
quando custas a chegar
                                                 
impregna-me o teu olhar
custo muito a imaginar
que sem ti eu possa viver

impregna-me o teu sofrer
porque sei que o que ele faz
é sorrir da minha paz
se não posso te atender

impregna-me a solidão
de algumas conchinhas do mar
que não te viram passar
de braço dado comigo

impregna-me o castigo
de não te ver amanhã
na casa da tua irmã
pro almoço do fim-de-semana

impregna-me a minha cama
quando não estás por aqui
querendo que eu te acolha
no meio das minhas pernas

impregna-me o teu esperma
o meu soluço, o meu choro
a indecisão que me anima

e o cansaço da adrenalina?
tudo o que ela me ensina
não é mais que botar de plantão
o ritmo de um coração
que bate descompassado
impregnadao de amor

impregna-me a tua dor
da minha dor já não sei...


Rio, 10/03/2007
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 23/10/2007
Código do texto: T705933

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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