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PAISAGEM NUA

Sim, tua nudez é minha paisagem.
Bem entendo, mas recuso teus recados.
Sigo a estrada de teu corpo, pela margem,
e aspiro fundo teu úmido aroma de flor e mata.
Elevo colchas e lençóis.
Dormida nem percebes
com quem encanto te contemplo.
O sol se espreguiça nas cortinas
e a manhã avança a passos lentos.
Ah, se um dia por uma turva fatalidade
Fosse-me negado o fascínio da contemplação,
mesmo de olhos vendados
eu reconheceria os detalhes de tua beleza em minhas mãos.
e se algemas me pusessem,
para espanto de meus algozes, juízes e sábios
eu identificaria o mundo de teus encantos
deitando sobre o teu corpo meus suspirantes lábios.
Se forem bloqueadas estradas e ruas
e se tu mesma de mim te perderes na distancia
eu te saberei inteiramente nua,
esplêndida e nítida em minha lembrança.
Débora Castro
Enviado por Débora Castro em 24/10/2007
Reeditado em 05/07/2011
Código do texto: T707646
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Débora Castro
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 31 anos
114 textos (5643 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 20/10/17 18:23)
Débora Castro