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Vinte e nove de Outubro

A imaculada benção do milagre original,
Hoje é uma lástima do coração paranóico.

É tanta dor,
Que parece que o amar é
Sublimado.

Mas, como um milagre,
Acontece de existir bem dentro,
Na fé dos desesperados.

Nada de objetividade do Amor.
É metafísico, é crença,
é a teia invisível, que gruda e acorrenta.

Viver assim, escorando a teia,
machuca, faz sangrar.
Cortar a teia, tão difícil.

E na verdade, existe um além da teia,
Onde você se porta, sentada sobre um banco,
Linda como sempre foi.

É lá que preciso alcançar:
No sertão do nosso Amor, e da minha vida,
Onde os caminhos sobre o chão duro são eternos.

A estrada, mesmo ruidosa, é um convite,
Porque não se andará sozinho.
Basta continuar a amar.

Nunca, nunca, se deixar sublimar.
Marcelo Oliveira
Enviado por Marcelo Oliveira em 30/10/2007
Código do texto: T715793

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Sobre o autor
Marcelo Oliveira
Feira de Santana - Bahia - Brasil, 28 anos
43 textos (3983 leituras)
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Marcelo Oliveira