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O HOMEM DO NADA

Ao homem pálido,
a sua cor constante,
à falta de iguarias
no seu jantar dançante.

Ao homem da rua,
a sua perversa moradia,
a que ele se submete,
toda noite, todo dia.

Ao homem carente,
a sua palidez severa,
à falta de compostura
em listas de espera.

Ao homem das gentes,
a sua prontidão eterna,
com as feridas expostas
nas chagas da perna.

Ao homem do nada,
a sua total decência,
à falta de tudo,
a sua maior imprudência.

Ao homem do tormento,
a sua pureza escondida,
à falta de oportunidades,
só falta lhe tirarem a vida.
JOSE LINS
Enviado por JOSE LINS em 30/10/2007
Código do texto: T716219
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
JOSE LINS
Lins - São Paulo - Brasil, 61 anos
499 textos (31445 leituras)
26 áudios (1987 audições)
4 e-livros (114 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/08/17 17:17)
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