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Poema 0525 - Saudade



Volta o vento contra a tal tempestade,
saudade não é prova de amor,
é lenha verde que falta no topo da árvore,
como o calor que pára no corpo antes da alma.

O grito é ouvido ao longe na estrada,
sou solidão que escurece com a tarde de chuva,
a terra que resseca sem o rio que corre fundo,
as horas que alongam os dias sem paixão.

Meu olhar está inquieto no canto do olho,
não é um lamento, é a saudade que volta...
como folhas que voam ressecadas,
estou me desfazendo em pedaços pelo caminho.

Tingirei as noites de dias muito claros,
um céu limpo, sem sol e com estrelas,
a lua deixo-a sobre uma tal cabeça de amante,
até que fique imortal, como o meu amor.

Escrevo uma saudade que não dói como saudade,
não falta seu corpo na minha alma,
bem antes tenho minha alma em seu corpo,
tudo seu e meu misturados um em cada amor.

16/11/2005
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 16/11/2005
Código do texto: T72339
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas