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Delírios de Amor



                              O delírio

Acordei-me esta manhã
em estado pleno de delírio - saudades de você.

Metade da noite, sonhei acordado.
Na outra metade, o sono não foi repouso ...

Pensando em você querer dormir foi idéia vã.

                         A tempestade

Ah, coração !
Porque tinha que ser assim?
Um sonho transformado em delírio,
um desejo que, enfim, tornou-se paixão,
tomou conta de mim.

Ah, coração ! O que será de mim?
Desarrumando meus planos
esta paixão mutante revirou-me a cabeça,
levando-me do remanso ao tormento
- um tornado de emoções.
A tempestade do querer, invadiu meu ser.

Ah, coração !
O que eu fazia quando essa paixão,
sem prévio aviso, fez-se dona de mim ?

Acostumei-me a não ter surpresas.
Podia esperar pelos dias e contar
pausadamente as horas.

Do anoitecer à aurora,
os novos dias costumavam ser iguais ...
Ah, coração ! O que será de mim,
amando tanto assim ?

                         A magia

Recordo, não faz muito tempo,
meus dias costumavam ser iguais.

Ainda ontem, um rio de amor inundou-me o peito,
transbordou paixão.

Recordo, não faz tanto tempo,
meu coração era satisfeito assim, adormecido,
e minha alma, julgando ser feliz, sentia-se em paz.
Os dias eram tão calmos assim, tão iguais.

Ainda ontem revivi momentos
em que meu coração, acomodado,
não pensava viver uma emoção a mais.

Recordo, não faz tanto tempo,
o passar dos dias eram assim, tão vazios, tão iguais ...

Ainda ontem, meu coração despertou na magia de amar você
doce paixão que encontrei assim, num dia desses ...

Delírio, tempestade e magia -  sem eles, não saberei viver jamais.

Doravante, os dias serão tão bons assim, tão desiguais ...
Maria de Fatima Delfina de Moraes
Enviado por Maria de Fatima Delfina de Moraes em 06/11/2007
Reeditado em 22/11/2007
Código do texto: T725769
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Maria de Fatima Delfina de Moraes
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Maria de Fatima Delfina de Moraes