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Dor da partida

No convés me esperas
Oh, sim!
Esperas-me marinheiro.

Após tantas partidas
e chegadas

a tua presença
me faz rir
como uma criança.

Cotejo as estrelas
em teus braços firmes.

A vida se desenrola
quando a noite chega.

E parte meu coração
em pedaços
quando partes.

Atada a solidão
ungida de luas invisíveis
choro a dor do meu amado.

Navegando
em algum pedaço do oceano.
não sei ao certo.

Só sei que meu amor
não acaba em meu peito.

Consome minha alma.
queima por dentro.

Arde e fere.

Você, marinheiro.
de terras distantes
à procura da amada.

Nos intervalos das horas
não me canso
de clamar pelo teu nome.

Talvez algum anjo louco
pudesse me ouvir
e atender aos pedidos
da pobre dama.

Fragmentos de sonhos,
asas de luz.

Tua voz
junto as ondas do mar
ao longe se faz ouvir.

E me fortalece
nesses entremeios

Sem formas
para definir
a dor da partida.



Verônica Partinski
Enviado por Verônica Partinski em 08/11/2007
Reeditado em 08/11/2007
Código do texto: T727979

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Sobre a autora
Verônica Partinski
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Verônica Partinski