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PELA PORTA ABERTA

Descuidou;
Deixou a porta aberta,
O amor entrou,
Tomou conta do poeta,
Ele – que tanto ignorava,
O nobre sentimento,
Nem sequer sonhava,
Com esse envolvimento,
Poetizar o amor?
Sem chance;
Não curtia esse lance,
Não poderia compor,
Versos de um tema,
Tão “vulgarizado”,
O realismo era seu lema,
Nele estava enraizado,
Pobre coitado! Agora,
Não sabe o que fazer,
Força estranha – aurora,
Penetra em seu querer,
Torna-o sensível,
Para ele é novidade,
O que era impossível,
No coração, se faz verdade.
********
Papel – caneta entre os dedos,
Poderá o poeta ignorar a sensibilidade,
E não traduzir-se em amor; sem segredos?





DELEY
Enviado por DELEY em 09/11/2007
Código do texto: T730823

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Sobre o autor
DELEY
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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