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Dama Dourada

Que visão sublime me alcança ao te contemplar
É como aos anjos ouvir cantar
Sentir a brisa acariciar,
Mas a ti ninguém pode ofuscar.
Em tua pele dourada vim tocar,
A sensação divina de acariciar
A superfície mais suculenta
Que minha mão pode afagar.

Jamais poderei te pedir
Para que comigo possas vir
No alvo lençol dormir
E do prazer usufruir.
Sei que tens um pacto a zelar
Então nunca poderei te tomar
Como meu coração desejar,
Porém posso contigo sonhar.

Uma vez disseram que teu tecido bucal
Era assaz boçal,
Mas nunca nele vi mal
Pois tua beleza é tropical, é natural.
A fusão racial que te esculpiu
É vasta e maravilhosa
Pois jamais vi no seio do Brasil,
Anatomia mais gostosa!

Ah, que desejo poderoso me consome,
Sei de ti tudo, até o nome
Mas não conheço teus sons
Quando amas um homem.
Oh, que sonho corrosivo,
Que me dilacera vivo
À noite, no frio,
E no calor, em arrepio!

Nada mais posso lhe dizer
A não ser que foi bom te conhecer,
E leve consigo meu querer
De um dia contigo amanhecer!
Rafael Otávio Modolo
Enviado por Rafael Otávio Modolo em 12/11/2007
Código do texto: T733481
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Sobre o autor
Rafael Otávio Modolo
Bauru - São Paulo - Brasil, 27 anos
186 textos (8170 leituras)
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Rafael Otávio Modolo