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LOBOS

Vendar os olhos
Privar a luz
Dar o brilho...
Do tato, dos beijos
Da boca seca
À língua molhada
Sedenta!
Roçam-se os corpos
De repente
Rompeu-se o estopim
Que segurava a libido
Que maneirava o tesão
Saliva nos picos
Movimento das mandíbulas
Lábios, língua e molares
A trilogia perfeita
O ofício no busto
Uma súplica ao ouvido
Uma ação por vir
Um querer convulsivo
Massagens no abdômen
Por fora e por dentro
Ir e vir... Sob e sobre ti
Parecemos um minotauro
De aparência estranha
Dou força ao teu movimento
Teu quadril busca-me
A cada recuo sinto-o mais faminto
Loba faminta devora-me
Lobo faminto devoro-te
Somos recíprocos cordeiros um d’outro
Voluntariamente postos à mesa.
POETA URBANO
Enviado por POETA URBANO em 13/11/2007
Código do texto: T735494
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
POETA URBANO
Camaçari - Bahia - Brasil, 42 anos
527 textos (13091 leituras)
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POETA URBANO