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EM PEDAÇOS

EM PEDAÇOS 20/04/1995

Espelho partido
Pedaços de vidro
Cacos, restos
do que podia ter sido

Apenas pelo sonho movido
ou pela imaginação
realidade funde-se a ficção
sem real objetivo

Ou objetivando o impossível
O inverossímil
Apagar o que se foi
Juntar pedaços, reciclar,
construir uma nova realidade
- Como éramos felizes e não sabíamos!

Espelho partido
Pedaços de vidro
Cacos, restos
De reflexão, auto-reflexão

E o que resta: Ilusão, distorção,
visão sem nexo - a imagem do complexo
pontos de reflexo inflexíveis,
sonhos inadmissíveis...

E a esperança
de um fragmento
com tamanho suficiente
para ver meus olhos

Espelho moído
Pedaços de vidro
Cacos, restos
De reflexão – auto-reflexão

E o que resta
Viagens impossíveis – intangíveis
Buscando o infinito.
Paulo de La Mancha
Enviado por Paulo de La Mancha em 15/11/2007
Código do texto: T738458

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Sobre o autor
Paulo de La Mancha
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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Paulo de La Mancha