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Texto

desencontros e desencontros



...Lhe vejo todos os dias.
   Sob chuvas no verão ou abaixo dos  meus lençóis.
  Tua alma vive,como um fantasma
sem guarita,nas linhas infinitas dos meus desbotados cadernos .
 Em sexos alheios lhe meço, arremetido em tuas  deliciosas e macias curvas infinitas.
 Cada caso, um beijo,sabor diferente,cama ardente,sexo frio,é um caso em que eu deseperado me agarro para encobrir teu eu(desejo) ausente.
Ainda guardo na boca o gosto amargo,regurgitado ,do que eu não disse .
Se não disse ao menos deveria ter feito.
Deveria tê-la em orgasmos ainda maiores revirado e contorcido.Me diluindo em saliva em teu busto perfeito.
  Me deixa de lado.
Me tira da lama do teu "Não" que me humilha acorrentado...
 Eu ando por aí de bobeira,
eu ignoro os limites,
eu desfiguro a moral.
 Eu digo não.Eu não digo.Eu nem ligo.
Mas ao menos estou vivo.
Doze corpos em minhalma.
Doze anos na prisão.
Está indo embora.
Outra hora está surgindo...
E agora?...




Wamberto Nicomedes.
Novembro de 2007
Wam Nick
Enviado por Wam Nick em 18/11/2007
Código do texto: T742273

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Sobre o autor
Wam Nick
Recife - Pernambuco - Brasil, 43 anos
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Wam Nick