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Arqueiro do amor

NA VAIDADE da aparência de uma deusa
Uma bela moça desvela sua beleza
Irando uma deusa no Olimpo
Para castigar essa linda mortal
O anjo do amor é invocado
Seu arco vai desferir contra a bela moça
Uma flecha de amor para apaixonar-se
Pelo homem mais horrível da terra
Esse castigo a deusa quer concretizar
Seu filho com seu arco a apontar
No belo rosto da moça um soprar
Faz o cupido errar seu alvo
Acertando em si mesmo
Sua flecha do amor

A PAIXÃO cegou o cupido de amor
Voou para casa apaixonado pela jovem...
Em seu devaneio não conseguiu curar-se
Não dormiu pensando na bela moça
Ferido pelo próprio arco do amor
Suplicou ajuda ao vento oeste
Que transportasse sua amada
Até sua morada mais deslumbrante
Pedindo a mão da bela moça em casamento
O arqueiro do amor impôs uma condição
Nunca olhe bela moça para meu ser
Assim seremos felizes para sempre
Curiosidade entrou no coração da bela moça

ELA QUIS conhecer seu esposo flecheiro do amor
Numa noite de amor o cupido adormeceu
A moça soturnamente num inesperado lampejar
Encantou-se pela beleza do arqueiro
Que acordou assustado e desapareceu
O encanto acabou num passe de mágica
E a moça viu-se no deserto com frio e sem amor
O cupido voltou ao Olimpo num frêmito de dor
Suplicando ao deus que devolvesse sua amada
O deus respondeu que o cupido do amor
É imortal e não poderia unir-se com uma mortal
Assim chorou o cupido suplicando ao deus
Que transformasse a bela moça em imortal

NUMA PROVA de amor universal
O efebo alado nutrindo-se do seu amor
Manifestou ternura por sua amada mortal
Das nuvens uma chuva de flores prateadas
Ungindo os apaixonados num céu celestial
Implora a Afrodite que interceda no seu amor
O deus concedeu à imortalidade a bela moça
E numa libação com ambrosia e vinho
Celebraram a união imortal num carinho
Do cupido e da bela moça que ele mais amou
Nasce à volúpia nos mortais na vontade de morrer
E no prazer o poeta encontra o momento de viver
Como arqueiro do amor enamorado abandonou
Sua poesia num intenso desvanecer
Ton Machado Guimarães
Enviado por Ton Machado Guimarães em 20/11/2007
Código do texto: T744302

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Sobre o autor
Ton Machado Guimarães
Serra - Espírito Santo - Brasil
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Ton Machado Guimarães