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A CASA



A REALIDADE É TRISTE, DURA,
QUANDO A NOITE, EU CHEGO EM CASA,
A SOLIDÃO HABITA EM MEU QUARTO,
NO CRIADO MUDO, EMPOEIRADO, TEU RETRATO,
TÃO SAGRADO, QUANTO O AMOR INSTALADO
NO CORAÇÃO DILACERADO PELO ABANDONO
E PELO SONO, DESTRUIDOR DO TEMPO.
SOLITÁRIOS COMO EU, OS MÓVEIS INERTES,
CADA UM EM SEU DEVIDO LUGAR,
SEMPRE AO MEU DISPOR,
CADEIRA PARA SENTAR, A MESA PRA JANTAR,
FOGÃO PRA COZINHAR, O FERRO DE PASSAR,
A MESA PRA JANTAR, A CAMA PARA O AMOR.
MAS QUEM SOU EU, DENTRO DESTA CASA?
APENAS PARTE DA DECORAÇÃO,
ME CONDUZIR AO SILENCIO DAS PALAVRAS,
E NA CALADA DA NOITE, A SOLIDÃO,
AH...QUE DOR EU SINTO,
TANTO AMOR, CONFLITOS, ARMADILHAS,
A VONTADE DE SAIR GRITANDO ,
MAS ME TRANCO,
E A CHAVE DA MINHA VIDA,
JOGUEI NO RALO DA MINHA ESPERANÇA,
MAS MINHA CASA ESTÁ VAZIA
E EM SEU TETO, TEIAS DE ARANHA..

POETASP
Enviado por POETASP em 21/11/2007
Código do texto: T745709

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Sobre o autor
POETASP
São Paulo - São Paulo - Brasil, 51 anos
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