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Coisa de Poeta

De repente, carente caminhava pela rua
Solidão meus passos em calmaria seguia
Qual brisa exalando o mais doce frescor
Coração batia no peito pedindo amor
De uma mulher também carente e nua.

Em cada rosto um olhar angelical e meigo
Tirava-me a calma aumentando a paixão
Confundindo-me a mente, provocando
Desilusão, exaspero e agonia no coração.

Sobre a calçada em caracóis enfeitada
Ouvia-se apenas o barulho do mar
Pedia, abria e tomava gelada água de coco
Para refrescar o sufoco do bem-querer amar

Ao crepúsculo a solidão nos arrabaldes persistia
Tentando fazer no meu peito moradia, não tive
Outro jeito, inventei a alegria, joguei fora a solidão
E pus a amar-me, na mais suave e doce ilusão

Ah, como sofre o poeta em mirabolante invenção
R J Cardoso
Enviado por R J Cardoso em 22/11/2007
Reeditado em 22/11/2007
Código do texto: T747236
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
R J Cardoso
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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R J Cardoso

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