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mil laços

sou plácido que nem o sono
ácido como o receio
trágico como o quimono
flácido que nem recheio

doce, ela é um pirulito
que nunca chupei no deserto
o seu sensual faniquito
pude senti-lo de perto

cálida como o apocalipse
depois de chegar ao final
linda como a sombra do eclipse
no seu momento fatal

possível como tudo na vida
eterna enquanto for minha amante
ela é pra mim a ferida
pra qual nada é cicatrizante

apelos a ela não faço
mas nunca lhe nego o que pede
se noite a dentro lhe caço
é ela que tudo consegue

impávido sem ser um colosso
a ela me entrego total
e se às vezes faço alvoroço
é pelo prazer anormal

porém nunca sigo seus passos
pois sempre ela está onde estou
é como se houvesse mil laços
que alguém nos imobilizou


Rio, 16/09/2007
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 23/11/2007
Código do texto: T748921

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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