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Palco da vida

À tarde, desperta a saudade
Nem a beleza do sol poente
É capaz de arrancar do peito
Lembranças dos ancestrais.

A solidão invade a lacuna do meu ser
Deixa-me feito fera ferida, tentando
Entender, feito louco alucinado,
Porque a saudade me castiga assim.

Não sou triste, (adoro mentir pra mim)
Desde que isto venha me fazer bem
E não atinja a plenitude do amor
Ou faça alguém se virar contra mim.

Também não sou alegre (adoro meias verdades)
Não tenho a santa vaidade dum artista
Não quero aplauso (mentira sim)
Quem de nós nunca pensou subir ao palco
Para viver momentos de glória sem fim.

À noite a solidão é parceira do silêncio
Prefiro ficar longe dela (inverdade),
Não vou cair na esparrela em dizer...
Porque é com ela que o poeta
Busca sonhos infinitos para sobreviver.

E assim vou vivendo sofrendo e querendo
A santa felicidade, sob a luz dessa cidade
Qual um náufrago no mar das ilusões
Onde a perda não chega ser do sonho o fim.
R J Cardoso
Enviado por R J Cardoso em 23/11/2007
Reeditado em 25/11/2007
Código do texto: T749879
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
R J Cardoso
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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R J Cardoso

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