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Divagações

No cais das ilusões
O amor me concede
o que restou das rosas de Hiroshima.

Raios cravejados de estrelas
no relâmpago das horas vivas.

Alusão aos delírios
(da carne, cerne e seiva)

Os cinco sentidos aguçados
entreabrem

minhas delicadas asas
(de colibri)

e curam velhas feridas
esquecidas pelo tempo.

As majestosas palmeiras
sussuram ao vento

e trazem as notícias do amanhã
embrulhadas num velho jornal amassado.

A contradição
de meias verdades e quase mentiras.

Vestígios de solidão
 - da chuva evanescente -
em pleno verão

o tanger dos sinos
celebra

a vinda
(de um anjo sem asas)

les saudades de Iénfance

as notícias do mundo de lá
na penumbra do instante

em versos,
suspiros e orgasmos.







Verônica Partinski
Enviado por Verônica Partinski em 25/11/2007
Reeditado em 25/11/2007
Código do texto: T751612

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Sobre a autora
Verônica Partinski
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Verônica Partinski