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O Semblante de Anabel

O semblante de Anabel
Não me sai da cabeça
Tão marcante
Tão inesquecível
Mas no dia que esquecer
Não saberei o que fazer
Se não conseguir lembrar.

Irei escrever uma poesia pra ela:

“Quando eu beijar seus lábios, Anabel
Sentirei o gosto do mel.”

Não! Que cafona, que clichê!

“Ter você ao meu lado, Anabel,
é como se eu pudesse chegar ao céu
sem sair do chão, pois nada me tirará do seu lado
nos seus olhos, uma constelação
nos seus lábios, um rio a ser navegado
no seu corpo, um convite pra ilusão.”

No seu corpo, um convite pra ilusão.
Que significa isso?
Não faz o menor sentido
A melhor rima pra constelação
Seria atração... Sim, é claro!

“...nos seus olhos, uma constelação
nos seus lábios, um rio a ser navegado
no seu corpo, um convite pra total atração.”

Ficou bem melhor, apesar de que ainda está fraca
Rimas previsíveis, mas o que posso fazer
Se poesia nunca foi meu forte?
Importante é que ela goste
E quem sabe, se interesse por mim.
Agora é só colocar num envelope e deixar na porta dela
E também um ramo de flores, agradaria Anabel.

...


Pelo visto, ela nem leu.
Continua a mesma.
Seus olhos parecem não querer saber
Quem escreveu a poesia,
Acho que escreverei outra e deixarei em seu caderno
Será impossível ela não ler
Mas será que eu conseguirei escrever
Pela segunda vez na minha vida
Não tenho sequer outra saída
O que vier na mente, irá pro papel
Lá vai, mais uma poesia pra Anabel.

“A todo momento penso em você,
que agora já faz parte dos meus sonhos
só queria dizer o quanto gosto de você,
confesso que esses versos são medonhos,
e que você mereceria versos mais belos
daqueles que parecem ser esculpidos
que chegam a perfeição,
minhas palavras não são belas
quando comparadas a sua beleza
marcante pelos cabelos pretos igual a noite
e olhos que brilham mais do que estrelas
são exageros! Sim! Tão exagerado quanto minha paixão
por você, Anabel, que me faz perder os sentidos
e a noção do tempo! Ah Anabel, me sinto tão perto do céu
mais do que qualquer outro homem possa imaginar.”

Seu admirador secreto...

Esse ela vai gostar, tenho certeza,
Porque pensei em Fernando Pessoa,
Que disse algo mais ou menos assim:
Todas as cartas de amor são ridículas,
Porque se não fosse, não seriam de amor.

17/08/04
Miguel Rodrigues
Enviado por Miguel Rodrigues em 23/11/2005
Código do texto: T75229
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Miguel Rodrigues
Barueri - São Paulo - Brasil, 33 anos
1434 textos (42672 leituras)
6 e-livros (1681 leituras)
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Miguel Rodrigues