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Letras 0208 – Sexta-feira, seis horas,



É sexta-feira e são seis horas,
volto os olhos para sábado e nada,
nego-me a voltar à quinta, a espero,
a saudade não tem dono, nem corpo,
a vontade é de vê-la chegar ás seis.

Voltei cada pedaço daquela manhã,
não preciso que chore, nem eu,
se me fosse dado um novo amor,
mil vezes negaria, mil vezes não,
no tempo, no meio caminho os ponteiros.

Todos os amantes falam do amanhã,
nas sextas, nos sábados, nas camas,
tudo é promessa, tudo é sonho desenhado,
até que a calma passa como vento,
derruba o céu e acaba a luz como noite.

Tudo falta quando não é sexta-feira seis horas,
os olhos param de brilhar, a voz baixa,
as mãos suadas param nos bolsos vazios,
falta o tempo de sorrir, o coração dói,
não sei porque, mas as músicas acabam.

Lá se foi a sexta, meu amor depois das seis,
não existem mais horas, não existe sorriso,
volto caminhando a rua deserta do sonho,
ela não apareceu, volto as sextas de antes,
quando meus anos eram somente meus sonhos.

26/11/2007
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 26/11/2007
Código do texto: T753822
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 69 anos
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