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ALIANÇA

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Através da vidraça a chuva escorre,
Traça marcas indeléveis, sulcos imaginários
Por mais que insista, respinga, não sulca, apenas
Deixa marcas...Não marca!...
O vidro é refratário.

Inusitada esta aliança: Água e vidro
Num frenético balé, deslizam, sem compromisso
A água beija o vidro; este submisso.

Num repente, tudo pára. Nem precisa aviso
O sol é que se insinua, penetra em claridade
Ante o vidro que segue inerte, passivo...

Lânguido olhar que adentra a alma, sela dois corações
Protocolou-se a união, imaginou-se conforto;
Sem grau de liberdade, fatídico anel, quanta ironia
Rompeu-se a cumplicidade, lá se vão poucos dias;
O vidro do amor marcou, cizalhou, desfez-se a magia:
- O um não era dono do outro
Mórbida constatação por ser ativo;
Persistindo a união, tornar-se-ão mortos-vivos.
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by jorge-arildo
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jorgearildo
Enviado por jorgearildo em 27/11/2007
Código do texto: T754305

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Sobre o autor
jorgearildo
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil
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jorgearildo