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Tua Dança


Qualquer palavra de grande elogio
Não abarca a beleza pautada em teu corpo
Bailando sem par no pátio vazio
Naquele navio atracado no porto.

Não são necessárias notas ou claves,
O sol vespertino chorava tardio...
De inveja, o olhar de todas as aves,
Não borram o teu bolero arredio.

No ritmo certo, teus pés já flutuam...
O branco quadril ondula vadio...
Os seios, sorrindo, selvagens, já suam,
Causando em minh’alma um doce arrepio.

Cabelos que ditam ao vento seu rumo
Despertam no mar a fúria e o frio...
Desejo também provar-lhe do sumo
Contido no fundo do lábio macio.

Rafael Gomes
Rafael Gomes Fernandes
Enviado por Rafael Gomes Fernandes em 29/11/2007
Código do texto: T757843

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Sobre o autor
Rafael Gomes Fernandes
Fortaleza - Ceará - Brasil, 33 anos
67 textos (4066 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 22/10/17 10:42)
Rafael Gomes Fernandes