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CALADO

CALADO
ENTRE FATOS E LEMBRANÇAS DO PASSADO, ESTOU CALADO,
MINHA DOR SEGUE AO EXTREMO, MAS EU NÃO TEMO,
JÁ SEGUREI ALGUMAS BARRAS SEM RECURSO E TE ASSEGURO, SOBREVIVI.
AS PORRADAS ME SERVIRAM DE LIÇÃO,
MAS DE CORAÇÃO, EU NÃO TE ESQUECI.
AS PORTAS SE FECHARAM, O PRÉDIO DESABOU,
ESTRELAS SE APAGARAM, O MENINO CHOROU,
A TERRA NÃO É MAIS REDONDA,
TUA IMAGEM, EM MEUS OLHOS, DESAPARECE,
MAS EU SIGO A TUA SOMBRA
ATÉ A HORA QUE O SOL SE PÕE,
CHEGA A NOITE, E COM ELA, O MONSTRO SAGRADO DA DESILUSÃO,
MIGALHAS DE SENTIMENTOS, EU CONSUMO,
MEDALHAS QUE ESPETAM E FEREM O MEU CORAÇÃO,
MEU CORAÇÃO, ASSIM COMO EU É GUERREIRO,
SEM ESPADA, NEM ESCUDO A SE PROTEGER,
MORRE E RESSUSSITA TODOS OS DIAS,
SOFRE DE AMOR, SEM MERECER,
MINTO SEM RAZÃO E CONFUNDO A REALIDADE,
SIGO SÓ ENTÃO, CONTRATEMPOS, TEMPESTADE,
CAEM, FEITO FÚRIA EM MINHA VIDA,
SOU UM PEIXE QUE SE AFOGA NO OCEANO,
SOU UM PÁSSARO QUE NÃO TEM MAIS LIBERDADE.
MAS A BARRA É TÃO PESADA,
E COMO SOBREVIVER AO SONO,
SE É O QUE ME RESTA DE MAIS UM DIA SEM VOCE.

POETASP
Enviado por POETASP em 30/11/2007
Código do texto: T758657

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Sobre o autor
POETASP
São Paulo - São Paulo - Brasil, 51 anos
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