Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto



O amor ferido, de morte afligido
Sangra
No olhar que não vê
No braço
Que já não abraça.

Tudo parece se desfazer
No ar intacto
As palavras cortam, foice cega
A carne da promessa e do prazer.

Que resta a fazer?
Expiar o erro monumental
Gritar desculpas ao vento que passa?

Mas se o mundo à nossa volta é triste
E mesmo o vento sopra indiferente
Que resta fazer quando em toda a gente
Murchou a semente do amanhã sonhado?

Se pudesse, daria minha mão
E nela tomaria a sua, passeio de esperança
Reencontraria o norte, o coração
Que chora assustado, infeliz criança.


Elevaria a voz, grito de perdão...
Porque em mim não se perdeu a chave
Mágica
Que destranca nossa dor, que sabe...

Que sem nós a sombra de final de ano
As cores inda por vir do futuro...
Nada alegram, nada são...
Neste universo cinzento e duro.

alexandre gazineo
Enviado por alexandre gazineo em 30/11/2007
Reeditado em 29/05/2013
Código do texto: T758816
Classificação de conteúdo: seguro

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Alexandre Gazineo (www.alexandregazineo.com)). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Livros à venda

Sobre o autor
alexandre gazineo
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 56 anos
295 textos (95082 leituras)
2 e-livros (1207 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 20/10/17 02:22)

Site do Escritor