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MÁCULA

MÁCULA

Hoje escrevo como quem à véspera de tudo se despede
E por altivez cantarola versos derradeiros
Com punhos cerrados, aparência rota
Um tétrico semblante esmorecido de amores
Recogitações de uma alma estirante
Através do olhar funéreo, dos agonizantes sorrisos
Os moribundos gestos em cada instante
Acalentados pelas noites maternas de outrora
Oh! Deus, a agressão dos sentimentos no peito
O ar da sobrevivência retalhando a garganta
A violência de um querer apenas desejado
Porque em nossos fados bruscamente abreviados
A pior morte que se presta no fim do caminho
É a que traz no estirão das consciências
Pegadas inexistentes de uma vida inteira!
Pablo Nascimento
Enviado por Pablo Nascimento em 30/11/2007
Reeditado em 29/09/2016
Código do texto: T759683
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Pablo Nascimento
Itapemirim - Espírito Santo - Brasil, 32 anos
30 textos (24280 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 20/08/17 03:13)
Pablo Nascimento