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A LUA COMO TESTEMUNHA

Quando você se faz ausente
Gera sementes do “esquecer”
Não percebe que a presença constante
Instiga, alimenta, motiva
A tudo acontecer
A ausência esfria, acomoda
Geram acordes do depois vou ver
E em sinfonias silenciosas
As historias contadas,
Os sonhos projetados
Ficam mudos calados
Gelados
Por falta do falar, do sentir do ver
Não percebe que aquietar-se
Recolher-se
Faz com que eu me afaste de você
Não porque eu queira
Mas faz parte de mim ser
Assim
O constante contato
Torna-me no ato motivado a entender
A ausência de fato
Torna-me calado
Propenso a esquecer
Vai entender
Quem vai explicar,
Ou buscar detalhar
O que pode acontecer
Sei apenas que o que aquece
Permanece
Na interface do nosso ser
Eu sou assim
Não posso ser diferente
Não seria leal a mim
Nem a você
Achar que na ausência
Apenas no imaginário frio
Algo faça nascer
Sem o orvalho da noite
A relva poderia morrer
Não é ser “vingativo”
Como dizes de mim
Como me conceitua
Apenas quero sorrisos puros
Pactuados, em momentos compartilhados
Em encontros que podem
Ter como testemunhas,
As estrelas e a lua...


JORGE BRITTO
Enviado por JORGE BRITTO em 01/12/2007
Código do texto: T760260

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Sobre o autor
JORGE BRITTO
Sumaré - São Paulo - Brasil
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JORGE BRITTO