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AUSENTAR DAS PALAVRAS

Você sorriu ao me ver, senti-me bem vindo como jamais imaginaria. Eu nunca havia lido algo semelhante no vasto acervo romântico das livrarias
Correu pra me abraçar como se tivesse tido um presságio que eu partiria em breve sem chance me despedir, um abraço terno e eterno que me fez sentir intimidantemente amado
As palavras não fluíram e como tudo que rodeia você, foi uma surpresa
Mas o que eu tenho a dizer e a língua dos homens insiste em falhar, podes sentir em mim

Enquanto o sangue percorre minhas veias apressado e quase tão apavorado quanto eu
Meus olhos embaçam com lagrimas brilhantes como estrelas, mas você não as deixa tocar o chão
Não sabia do que você era capaz de fazer comigo, pra falar a verdade acho que nem você, dona dos meus extremos, tinha ciência disso, e isso assusta
Aqui estou, nu e desprotegido como um recém nascido, e com tanto poder nas mãos, escolheste me dar um sorriso

Eis que ai estão às palavras que minhas cordas vocais foram incapazes de reproduzir
Em meus olhos, abraços e beijos estão minhas infinitas poesias e tudo o que precisa saber
Sobre amor, minhas verdades, meus defeitos e de como o mundo é obsoleto quando estou perto de você
Eu finalmente entendi o que todos aqueles filmes, peças e livros melancólicos queriam realmente dizer

Falaste que a nossa mais conectiva e sincera conversa foi aquela em que as palavras se tornaram dispensaveis
pois o que se sente, não se mede, não se esconde e não se evita
nada expressa mais, do que um brilho no olhar, um coração nervoso e uma mão tremida
e eu gostaria de agradecer por ter me proporcionado tudo isso e tornado mais poetica minha vida.
Saulo Matos
Enviado por Saulo Matos em 02/12/2007
Reeditado em 03/12/2007
Código do texto: T762149

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Sobre o autor
Saulo Matos
Itaboraí - Rio de Janeiro - Brasil
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Saulo Matos