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Máscaras

Quando você disse não...
Com tamanha maestria
Ficou cego pelo orgulho,
Atingindo com um golpe certeiro,
Um coração que só o bem lhe queria.

Foi capaz de tirar a máscara,
Daquela que se escondia,
Não por ser farsante ...Grande ironia!
A amante e  amiga que o colo lhe oferecia,
Temia, mais do tudo, o engano e
Desnudar-se mostrando as marcas da vida,
Alargando mais a sua ferida.

Surpresa, com o coração sangrando,
Sangue que escorria pelas mãos. O peito apertava com desatino!
Como louca pedindo a todos que por ali passavam:
- Tirem a máscara dele também, por favor!
Pois atrás dela está o homem, o menino e o poeta,
Que me ensinou a escrever sobre o amor.

Seguindo pela estrada afora...Insana a se perguntar:
-O que vou fazer agora?  Ele só me ensinou a amar...
Quem terá compaixão desta mendiga aos pés do poeta?
A quem endeusou como a um profeta,
Deixando entrar em sua mente e em seu corpo passear!

Cansada de tanto sofrer,
Arranca do peito o sentimento em um golpe fatal,
E começa então a esquecer.
Aquele sentimento  que lhe fez tanto mal.

Hoje... Hoje mais nada.
Não existe vencedor nem vencido.
Apenas mais uma história sem um belo final,
Pois bonita seria, se o orgulho não transformasse
O amor num sentimento banal!
Hoje... Apenas um verso na folha da vida esquecido.

Mel L Frankust
Enviado por Mel L Frankust em 03/12/2007
Reeditado em 03/12/2007
Código do texto: T762859

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Sobre a autora
Mel L Frankust
Goiânia - Goiás - Brasil
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Mel L Frankust