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CINDERELA ( duplo soneto)

CINDERELA I
Jorge Linhaça

Vestida nos panos rotos da vida,
descansa a alma pura e singela.
Quem princesa reconhecerá nela,
em roupas de borralho travestida?

Quem pode ver a doçura contida,
em seus olhos, da alma a janela;
descobrir em seu peito a Cinderela,
por detrás da aparência sofrida ?

Quem, em seus pés, calçará o cristal,
em forma de sapatos esculpido?
Onde andará seu pretenso esponsal?

N'algum baile da vida perdido,
a buscar o amor, que num sarau,
deixou ficar o sapato esquecido.

CINDERELA II
Jorge Linhaça

Na carruagem dessa fantasia,
puxada por fadas e por corcéis,
deita-se a musa em seus dosséis,
em suaves sonhos de pura poesia.

O príncipe chega, em agonia,
seguido por empregados fies,
buscando encontrar os doces pés
que os sapatos vestiram um dia.

Por detrás da cinza que escurece,
a face divina da Cinderela,
os seus olhos tão doces reconhece

Desperta o amor: ali está ela!
Respondidas foram suas preces,
abertas são, do futuro, as janelas.

 
Jorge Linhaça
Enviado por Jorge Linhaça em 03/12/2007
Reeditado em 20/04/2012
Código do texto: T763684
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Jorge Linhaça
Salvador - Bahia - Brasil, 56 anos
3724 textos (727295 leituras)
95 áudios (13154 audições)
1 e-livros (278 leituras)
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Jorge Linhaça