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De lírios


Olhai os lírios do campo
Sei que foste a flor de um escrito
Mas ainda.
Depositaste o perfume proibido
Se sinto o cheiro e sou banido
Como posso viver coibido?

Vou vagando por esta literatura a fora,
Ser de letras semi destruídas,
Versos que bebo e me embriago,
Sou a viagem dos espelhos.

Mas se o reflexo não condiz com a minha imagem
Faço o reverso do inverso do avesso
As palavras presa a minha boca.
Vivo no anteparo do ponto cego
Pois absorvo sempre o que me diz.

Sou a tua palavra que não retorna
O grito que não ecoou em teus ouvidos
O desejo despossuído de um corpo
A neve derretida da tuas lágrimas congeladas.

 A febre que me assola estarrecida
Só ataca o coração efervescido
E o meu sangue que hoje evapora
Condensa e chove à tua boca.
Lorenzo Giuliano Ferrari
Enviado por Lorenzo Giuliano Ferrari em 05/12/2007
Código do texto: T765465
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Lorenzo Giuliano Ferrari
São Paulo - São Paulo - Brasil, 54 anos
1837 textos (51336 leituras)
1 áudios (2457 audições)
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Lorenzo Giuliano Ferrari