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NA PELE O TEU PERFUME

Antes de ti a vida era de alegria despida,
Um galho que a tempestade quebrou
Tu foste a seiva, a doce fruta na árvore pendida,
A água bendita que a murcha flor revitalizou.

Hoje luto contra a dor e abraço a saudade,
Desse amor que tanto queria e me fugiu.
Passam os dias e noites, é bem verdade,
Nada acontece, só a flor da solidão se abriu.

Nada restou dos nossos momentos.
Levaste tudo, só deixaste tormentos,
Mas esqueceste em minha pele o teu perfume,
E, em meus ouvidos, as palavras de queixume.

Queria poder violar o teu estranho silêncio,
Explorar os recônditos de tão frígida alma,
Encontrar a solução do enigma.
Se eras feliz por que partiste?

Partir foi preciso...eu penso...
Porém, a razão podias ter dito,
Deixaste o mistério, no ar suspenso,
Em meu peito a dor, em abafado grito.
Maria Hilda de Jesus Alão
Enviado por Maria Hilda de Jesus Alão em 24/03/2005
Código do texto: T7675

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Sobre a autora
Maria Hilda de Jesus Alão
Santos - São Paulo - Brasil
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Maria Hilda de Jesus Alão