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ESPERA

ESPERA
Phaedrus

Na hora que você chegar,
Toda a minha espera terá sido breve.

Cruza a estrada
Mas vem sem pressa
Vem tranqüila!
Eu lhe espero um pouco mais...
Talvez por todo o tempo que me sobra
Do resto da minha vida!

Mas não se esqueça e traga uma flor para mim
Presa nos seus cabelos
Que é prá eu tirar
Bem devagar...
Pois na hora que você chegar,
Toda a minha espera terá sido breve.

Me manda um beijo!
Vai!
Agora!
Manda ele pelo vento
Misturado com o seu perfume
Porque eu quero sentir você,
Neste exato momento
Enchendo com o seu cheiro
O meu peito e o meu pensamento.

Cruza a estrada
Vem tranqüila!
Sem nenhuma pressa!
Eu lhe espero mais um pouco mais
Sei lá quanto!
Talvez, por todo o tempo que me sobra
Do resto da minha vida.

Pensa que você me abraça!
Agora! Bem forte!
Não mais me importa o tempo
Pois na hora que você chegar
A minha espera terá sido breve.

Nem mesmo que tenha acontecido toda a minha existência...


Pensa que você enrosca a sua boca na minha boca,
Como se fosse uma teia
Os lábios de um sendo a aranha que engole e
os lábios do outro, a sua frágil presa!
Me pica com o seu veneno,
E anestesia com ele o meu pensamento!
Pois na hora que você chegar,
será a total entrega
Um ao outro
E toda a espera terá sido breve.
Phaedrus
Enviado por Phaedrus em 07/12/2007
Código do texto: T768408

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Sobre o autor
Phaedrus
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 59 anos
17 textos (666 leituras)
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Phaedrus