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DESILUDIDOS, GO HOME!

Desde o dia em que aprendi
a começar o dia
mirando firme os teus olhos
com clareza percebi
que tão bem me sentia
e a cada dia passado
mais bonito te via.
Finalmente, agora sei,
percebo distinto e claro
algo que nunca ousei:
quem tu és e quem eu sou
e quanto este amor é raro.
Agora sei que serei forte
para erguer contigo
as construções das paredes
deste amor que, abrigo,
de uma amizade tão plena,
tão intensa e tão bonita
que nos terrenos vizinhos
do amor,
este desesperado,
onde há tantos vazios,
repletos de espinhos e matos,
a inveja mandará
excursões e peregrinos
que virão, desconsolados,
perguntar como,
de que forma conseguimos.
Mas isto que então teremos
não se divide ou diminui,
segue multiplicado
e lhes matará a fome.
Ainda assim,
há que se ter cuidado
e teremos que dizer-lhes
em bom som e altos brados:
“Desiludidos, go home!”
Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 30/11/2005
Código do texto: T78902

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Sobre a autora
Débora Denadai
Caracas - Distrito Federal - Venezuela, 54 anos
722 textos (154019 leituras)
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Débora Denadai