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Multidão de mim

Agora me encontro em desolação.
Como rua deserta em noite escura.
Meus olhos cansados de tanta ilusão,
encharcados desta imensa loucura,
saem flutuando a tua procura.
Meu coração, já totalmente vazio,
tambem parte á tua busca.
Minhas mãos inquietas
saem a te tatear
pelo ar.
Meus pés
tambem nao vêem outra solução.
Vão encontrar teu chão.
Meus ouvidos saem em disparada
para escutar tua voz.
Por causa do teu perfume,
partiu tambem meu nariz.
Minha boca foi rastrear
a tua boca.
Depois todos os outros se foram.
Uma multidão de mim,
atrás de ti.

No meio dessa confusão sem fim,
procuro minha alma.
Percebo que ela foi a primeira
a partir.
Talvez nem precise mais dela.
Porque tambem vou me embora.
Me abandonarei
por tua causa.
Posso viver sem mim mesmo.
Mas sem você, já nem existo.
Tudo é vazio.
Sou castelo abandonado.

Esse amor,
ou me faz viver
ou me mata,
se por mim não sentes nada.

Morte morrida.
Morte engraçada.
Sem dor,
que só mata a esperança.
Me faz te esquecer.

É morte do amor,
que partiu, escapou.
Morreu.

Márcio José
Enviado por Márcio José em 05/12/2005
Código do texto: T81217
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Sobre o autor
Márcio José
Curitiba - Paraná - Brasil, 48 anos
61 textos (26998 leituras)
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Márcio José