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Amor distante!


Que remédio eu tomo pra curar um amor que está distante?
Amor distante dói, machuca, sabia?
Abre ferida em nosso peito com ferro quente
Sem piedade marca-nos para sempre...

Substituí-lo por um outro, será?
Como se substitui aquilo que é insubstituível?
Só se consegue substituir um amor plenamente
Se ele deixar de sê-lo!

Então, que remédio eu tomo?
Alguém pode dizer?

Existe mesmo algum em toda medicina
Que pudesse parar de doer?

Amor distante dói, viu?
Dói tanto que se perde a vontade de rir
A alegria da vida se vai
Fica somente a nostalgia das lembranças
Dos beijos que lhe darei um dia
Quando distante de mim, você não estiver mais.

Mas enquanto isso, que remédio eu tomo?
Pensando bem! Será que vou querer tomar algum?

Arranho-me, rolo nos lençóis de minha cama
Arranco-lhe das minhas entranhas
Faço qualquer coisa, mas não fujo de ti!

Fugir de um amor de verdade
Único, pleno é cometer suicídio!

Suicídio ato de coragem que só os covardes possuem
Não sou covarde! Assim, sofro calado
Caminho mesmo que de longe ao teu lado
Amando-te a cada momento, viajando
Pelas distâncias de um amor sem fim...

 
































paulo cesar coelho
Enviado por paulo cesar coelho em 05/12/2005
Reeditado em 25/04/2009
Código do texto: T81272

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Sobre o autor
paulo cesar coelho
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil
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