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Nada sem nada

Não sei o que escrever.
Será que já falei de tudo?
Será que é o final?
Esgotar o inesgotável.
Será possivel encerrar
o que é eterno.
Secar
o que já está aberto.
Apagar
o que já está escrito.

Tudo o que consigo olhar
é o vazio.
Profundo vácuo,
sem a tua sombra.
Floresta sem verde.
Deserto sem sol.
Nada sem nada.

É o temor que invade.
Medo que assola.
Porque você distante,
é noite que nunca acaba.

Melhor me acostumar.
Melhor nem pensar.
E minha mente sonolenta
ainda insiste em te querer.
E mesmo sem nada a escrever.
Quase sem nada a dizer,
basta pensar no teu sorriso
para o colorido reaparecer.
E mesmo não estando perto,
influencia todo meu ser.
Porque tudo na tua presença
desabrocha, retorna, sorri.
Eu ali,
contigo,
sou super.
Sou grande.
Sou eu em dobro.
Eu aqui
sem ti.
Sou vago.
Sou pedra.
Sou eu, sou oco.
Márcio José
Enviado por Márcio José em 06/12/2005
Código do texto: T81735
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Sobre o autor
Márcio José
Curitiba - Paraná - Brasil, 48 anos
61 textos (26998 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 02:39)
Márcio José