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(des)Espero

Depois de minutos infindáveis esperando,
almejando e cansando, com esperança,
tudo aquilo que esse alguém pudesse dar,
pensei, pensei de novo,
pensei até esgotar o meu pensamento
de pensamentos inacabáveis
que permanecem, ainda, algures,
escondidos do que desejo
que seja a realidade.
A esperança será
a última a morrer...
Mas nada mais pode restar
depois de minutos intermináveis
de espera.
Tal como tudo que vive,
a esperança envelhece,
depois de preces esquecidas
e promessas que não são ouvidas,
envelhece com a falta de um olhar
ou palavra não dirigida.
E, tal como tudo que é vivo
e que envelhece,
a esperança corre para o nada
e corre contra o tempo
e acaba por morrer,
legando o vazio.

15 de Agosto de 2005
 

Vera Lorena
Enviado por Vera Lorena em 16/12/2005
Reeditado em 17/12/2005
Código do texto: T86857

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Sobre a autora
Vera Lorena
Portugal
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