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Balada dos Novos Amantes

- Muitas coisas te pedi,
Poucas coisas tu me destes.
Que podes me oferecer
Que seja algo que preste?
- Muitas coisas te daria
Para provar o meu amor:
De ouro e prata cobriria
Minha mais querida flor.
Mas que posso eu fazer,
Se teu sonho é tão mesquinho?
O que posso oferecer
É o meu amor e meu carinho.
- O que seria amor?
O que seria carinho?
Se na verdade, amor é dor
E carinho, sim, é mesquinho.
- Dizes pois não foste ainda amada,
Isso é coisa muito triste.
Ouro e prata não valem nada
Comparados ao que não viste!
- Que posso eu não ter visto,
Se este mundo todo andei?
- Que podes, então, ter visto,
Se do que falo não conheceis?
Porque queres conhecer o mundo,
Se não conheces a ti mesmo?
É como lavar-se em rio imundo
Ou caminhar no deserto a esmo.
- Se o que dizes é verdade,
Como saber o que sinto?
Sinto, ao irdes, grande saudade,
Não te engano, não minto;
Um rubor me vem às faces
No instante em que te vejo,
Sonho até que me abraces
E sentir teu doce...
 
E o que aconteceu então
Eu não conto, não revelo.
É claro como o sol de verão
E como o dia mais belo.
Gabriel Caetano
Enviado por Gabriel Caetano em 17/12/2005
Código do texto: T87015

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Sobre o autor
Gabriel Caetano
Irlanda, 66 anos
89 textos (3735 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 08:09)
Gabriel Caetano